GALERIA – Museu Assis Chateaubriand da UEPB valoriza artistas locais e apresenta a exposição “1/3 de Cor”

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ARTE

 

O mês de junho é dedicado ao Maior São João do Mundo. Mas aqueles que para além da boa música nordestina desejem apreciar o talento de artistas plásticos locais terão uma excelente oportunidade a partir desta terça-feira (18), às 20h, quando será aberta a exposição 1/3 (um terço) de Cor, no Museu Assis Chateaubriand (MAC) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Nela, Flaw Mendes, Alex Melo e Fábio de Brito se unem no intuito de trazer sua expressão, onde as poéticas peculiares a cada um, “engenho e colecionador de horizontes”, “cores da minha vida” e “lugares subversivos”, estarão respectivamente unidas para impressionar os que forem prestigiar a exposição.

Na mistura literatura/artes plásticas, que segue até o dia 18 de julho, Flaw Mendes traz, através de representações, a Realidade x Ficção em traduções artísticas. Assim, metáforas, literatura e alguns outros elementos, revelam-se como horizontes a serem tateados pelos olhos e lançados ao sentir da mente.  Para galgar a metáfora exposta, o artista buscou inspiração no livro Menino de Engenho.

A obra explica que toda a série submete-se a existência, tendo a vida – enquanto sucessões de engenhosas interações poéticas cravadas na memória do ser – como pretexto. O trabalho de Alex remete aos clássicos da literatura, como Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, aos ícones da cultura popular, a exemplo de Luiz Gonzaga, Rei do Baião, e também a obras como Os Retirantes, de Portinari.

Para o artista Fábio de Brito, a identidade nordestina é o ponto de partida e o lugar comum em todas as suas obras. Nelas, um encontro de signos físicos e visuais diferentes entre si põe em xeque as normatizações simbólicas e culturais dos lugares e dos objetos, e só a partir das conexões possíveis exercidas é que as obras ganharão seus significados distintos, e quem sabe, subversivos.

Ainda na linha de subjetividades e identidade nordestina, o artista Alex Melo vem para a exposição apresentando telas com motivos voltados ao regionalismo, mesmo quando os temas são universais, sendo estes adaptados à essência nordestina.

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