A cidade de Hiroshima recebe a visita histórica do presidente dos EUA – Barack Obama

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Barack Obama se tornou o primeiro presidente americano, no exercício do cargo, a visitar a cidade de Hiroshima – destruída por uma bomba atômica lançada pelos Estados Unidos, na Segunda Guerra Mundial.

Hiroshima acordou sabendo que o dia seria especial. Bandeiras do Japão e dos Estados Unidos tremulavam, juntas, nas principais avenidas, exibindo uma união que nasceu de forma bem dura.

A derrota japonesa na segunda guerra foi decidida pelas bombas atômicas lançadas em agosto de 1945 pelos americanos: a primeira em Hiroshima e, três dias depois, em Nagasaki. Foram 220 mil mortos nas duas cidades.

Os países se tornaram grandes aliados, mas até hoje se questiona se era necessária tamanha demonstração de poder.

Terumi Tanaka tinha 13 anos, lembra detalhes do que enfrentou, e diz ao Jornal Nacional que quer um futuro diferente:

“Desejamos que o presidente Obama se comprometa a liderar o movimento, para acabar com o arsenal atômico no mundo”, pede o senhor Tanaka.

Era fim de tarde quando Obama se tornou o primeiro presidente americano no cargo a estar em Hiroshima.

Visitou o Museu da Bomba e depositou flores no monumento às vítimas.

Barack Obama tem uma visão bastante realista: ele sabe que dificilmente conseguirá acabar com todas as armas nucleares. Mas insiste: diz que os Estados Unidos têm uma responsabilidade moral nesse esforço. No discurso, chamou a bomba de “morte que caiu do céu”.

Obama, que já conquistou um Nobel da Paz, em 2009, disse que o desenvolvimento tecnológico precisa vir acompanhado de uma revolução moral, para evitar que descobertas se transformem em máquinas de matar.

O que houve naquele 6 de agosto de 1945, afirmou o presidente americano, tem que nos fazer mudar.

“Olhar a história nos olhos e perguntar o que fazer para evitar tanto sofrimento de novo”.

Na plateia, homens que sobreviveram aos efeitos da bomba não resistiram, e foram consolados por Obama.

No fim da cerimônia, ele caminhou ao lado do primeiro ministro japonês Shinzo Abe até a construção que é o símbolo de Hiroshima.

Um prédio em escombros, mas de pé há 71 anos. Motivo de orgulho na cidade, e não há bomba que derrube isso.

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